Comprovada extração de madeira ilegal no Pará

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Durante fiscalização na Resex Renascer – município da Prainha (PA) – as equipes do IBAMA, Polícia Federal e do ICMBio localizaram pátios ilegais de estocagem de madeira que, por estimativa, deve chegar a volumes superiores a 40 mil m³ de madeira em tora. A fiscalização aconteceu no dia 29 de março, a partir de um sobrevôo sobre a Reserva Extrativista.

Até o momento, as equipes não conseguiram chegar ao local de estocagem por terra, pois os madeireiros derrubaram árvores nas estradas de acesso e bloquearam a passagem. De acordo com o IBAMA de Santarém a “prioridade agora passa a ser a quantificação da madeira para que seja finalizada a apreensão e identificados os responsáveis”. A madeira permanecerá retida até que se consiga a liberação das estradas, sendo então transportada para a sede dos órgãos federais em Santarém.

A denúncia de exploração ilegal vem sendo feita reiteradamente pelas comunidades que moram no local e entidades da sociedade civil, entre elas a Terra de Direitos, que neste ano encaminhou ofício para diversos órgãos requerendo a liberação de recursos para realização da fiscalização (leia mais). A Resex Renascer é palco de diversas disputas, que se acirraram por causa do pleito eleitoral e pela recente criação da Associação das Comunidades da Resex Renascer – GUATAMURU (junção do nome das três regiões da Resex: Guarajá, Tamuataí e Uruará). Esta associação foi considerada uma conquista pelos moradores, já que a partir dela poderão acessar políticas públicas voltadas para as reservas extrativistas e dialogar diretamente com o ICMbio na gestão da Resex.

Outra preocupação diz respeito a população que vive no local, que é constantemente pressionada pelos madeireiros para que não forneça informações sobre a exploração ilegal. A Terra de Direitos e outras entidades locais denunciaram aos órgãos públicos as ameaças sofridas pelas lideranças da região e já requereu a inclusão de algumas delas no Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PEPDDH), mas até o momento não obteve resposta.

Saiba mais( http://terradedireitos.org.br/linhas/comunidades-no-para-sao-ameacadas-por-madeireiros/)

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