Jornada de Lutas: MST faz vigília no Incra e Ministério Trabalho no Paraná

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MST fecha BR-116, durante 21 minutos, às 08h, em Curitiba. O fechamento foi no dia 17 de abril e lembrou os 21 trabalhadores rurais assassinados, no Pará

Fonte: Setor de Comunicação e Cultura – MST/PR

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fez ontem (19), no início da tarde (13h), vigília em frente à superintendência estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Curitiba. “O objetivo é pressionar o governo federal para que se desenrole as questões referentes à Brasília”, diz Armelindo Rosa da Maia, membro da coordenação estadual do Movimento Sem Terra. A ação está sendo articulada nacionalmente e pretende dar respaldo à reunião da equipe de negociação nacional do MST junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Incra.

Dentre outras pautas o efetivo encaminhamento do Plano Nacional de Reforma Agrária; o comprometimento do governo federal de assentar média de 6 mil famílias ao ano, frente à demanda brasileira de 160 mil famílias sem-terra; políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agricultura camponesa familiar, com criação e fortalecimento das agroindústrias nos assentamentos ; e a elaboração de políticas públicas para desenvolver a agroecologia enquanto alternativa de matriz tecnológica, para produção de alimentos orgânicos em larga escala, frente à degradação ambiental e da saúde humana provocada pelos agrotóxicos – comumente utilizados em monocultivos latifundiários.

Trabalho Escravo – Paralelamente, o MST vai realizar outra vigília, também no início da tarde (13h), em frente ao Ministério do Trabalho. Esta ação visa cobrar, como em mesmo período do ano passado, a inclusão de proprietários de grandes fazendas na lista de maus empregadores. “Nestas fazendas foram encontrados trabalhadores em condições similar ao trabalho escravo. No geral são áreas que pertencem ao grupo Atalla, aqui no Paraná”, ressaltou Maia.

As vigílias permanecerão nos locais durante toda tarde, até às 17h, aproximadamente. As vigílias fazem parte do conjunto de atividades da Jornada Nacional de Lutas do MST, com ações concentradas em Curitiba, de 16 a 20 de Abril. A Jornada de Lutas acontece todos os anos, desde 1997, e pretende manter viva a memória do Massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, ocorrido em 17 de abril de 1996. Ao todo são 16 anos de impunidade.

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