Comunidades quilombolas do Pará lançam nota em apoio ao Paiol de Telha

Acampamento_Foto Aline SajnajCaso Paiol de Telha

A reivindicação do direito ao território é uma luta em comum para as comunidades quilombolas do Brasil. De um extremo ao outro do país, o acesso à terra não é garantido, apesar de estar previsto na Constituição Federal de 1988.

Para fortalecer a mobilização pela titulação dos territórios quilombolas no Brasil, a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS) e Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Pará (Malungo) – Baixo Amazonas, lançam nota de apoio ao Paiol de Telha, localizada na região Centro do Paraná.

As comunidades paraense sugerem aos desembargadores que irão julgar o caso do Paiol de Telha, que “aprumem sua decisão para que nela caiba a verdade sobre as comunidades quilombolas: que precisam de seu território garantido para ver nele brotarem todos os nossos direitos”.

Participe você também da campanha em apoio à comunidade quilombola Paiol de Telha.

Assine a petição aqui: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N44819

Confira a nota

 

NOTA DE APOIO A COMUNIDADE QUILOMBOLA PAIOL DE TELHA

Diante dos ataques sofridos por todas as comunidades quilombolas do Brasil que lutam pela garantia de nossos direitos tão duramente conquistados, vimos por meio desta nota, manifestar apoio a Comunidade Quilombola Paiol de Telha, localizada no estado do Paraná, cuja resistência se tornou grande símbolo nos últimos tempos.

A Constituição Federal de 1988 foi fruto da luta de muitos movimentos sociais, dentre eles as várias organizações das comunidades rurais negras. O direito ao território quilombola previsto nesta Constituição foi a nossa garantia para um futuro melhor, permanecendo na terra e valorizando nossas raízes.

O Decreto 4.887/2003 é reflexo desta mesma luta, sendo assim, nada mais digno em nossa sociedade do que garantir aos descendentes de negros e negras escravizados durante séculos o direito a terra que cuidam e lavram, onde sobrevivem e cultivam a bela cultura negra.

Aos que irão julgar o caso da Comunidade Quilombola Paiol de Telha, que aprumem sua decisão para que nela caiba a verdade sobre as comunidades quilombolas: que precisam de seu território garantido para ver nele brotarem todos os nossos direitos.

Aos membros da comunidade, nosso recado de apoio: Somos todos Quilombo Paiol de Telha!

Santarém – Pará, 02 de dezembro de 2013.

Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS)

Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Pará (MALUNGO) – Baixo Amazonas

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Linhas de atuação: Terra, território e equidade sócio-espacial