Deputado destaca julgamento do assassino de trabalhador rural

A COANA, hoje produtora de laticínios reconhecida em todo o Estado, foi motivo de perseguição contra os trabalhadores rurais do MST.

A COANA, hoje produtora de laticínios reconhecida em todo o Estado, foi motivo de perseguição contra os trabalhadores rurais do MST.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri, subiu a tribuna nesta segunda-feira, 11, para lembrar que está na pauta do Tribunal do Juri de Curitiba no próximo dia 27,o julgamento do acusado de assassinar Eduardo Aghinoni, irmão de um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná.

Aghinoni foi assassinado em 29 de março de 1999, por engano, no Assentamento Pontal do Tigre, localizado no município de Querência do Norte pelo pistoleiro. O acusado é Jair Fermino Borracha, conhecido pistoleiro da região, contratado pela União Democrática Ruralista (UDR) para comandar diversos despejos.O alvo era Celso Aghinoni, um dos líderes do MST.

A região foi palco de diversas violações de direitos humanos contra trabalhadores rurais, principalmente por ocasião dos despejos organizados por latifundiários da região, levando o Brasil à Corte Interamericana da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Veneri destaca que o julgamento há mais de treze anos é protelado por manobras jurídicas. “A nossa preocupação é que o caso não seja adiado mais uma vez. Pedimos que o acusado seja julgado, para que mais um assassinato de trabalhador rural não fique impune”, diz o deputado.

No Paraná, em 8 anos, dezoito trabalhadores rurais foram assassinados, sem que nenhum executor ou mandante tenha sido responsabilizado.

Foto: Ubijara Machado/MDA.

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