Por Camila Hoshino
Curitiba foi local de manifestação contra as mudanças propostas por Aldo Rebelo (PC do B) ao Código Florestal. A trajetória, que durou cerca de 3 horas e meia, teve início na Praça Santos Andrade e conduziu jovens e adultos pela Rua XV de Novembro. Em defesa ao Código Florestal Brasileiro, estudantes fantasiados de árvore, onça pintada e de Avatar chamaram a atenção dos pedestres.
A manifestação pública foi promovida pelo Movimento SOS Florestas Paraná e contou com a ajuda de entidades sociais e religiosas, políticos, estudantes e ambientalistas. O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), que apoia o movimento, também estava presente. “Os chamados ruralistas, grandes proprietários ou deputados usam, dentro da política deles, os pequenos agricultores para pregarem a mudança ou o fim do código florestal”, disse, ressaltando a necessidade de manter as reservas legais. “É claro que é uma tarefa difícil enfrentar essa bancada ruralista, principalmente aqui no estado do Paraná”, complementa. Apesar disso, o deputado federal acredita que, quanto maior a manifestação, maior será o impacto na câmara dos deputados.
Faixas de protesto contra o agronegócio, o desmatamento e os transgênicos também foram exibidas durante a caminhada. Em certos momentos do percurso, os manifestantes paravam subitamente e começavam a dar passos para trás gritando “retrocesso”.
Entre os participantes estavam os alunos da UFPR Setor Litoral, alunos do curso de geografia da Universidade Federal Fluminense, algumas vítimas dos deslizamentos do litoral do Paraná e a jornalista e ambientalista Teresa Urban, que também é uma das integrantes do Movimento SOS Florestas Paraná. Na opinião dos manifestantes, a votação do substitutivo do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, atende apenas a interesses imediatos do mercado. Além de solicitar um adiantamento na votação do substitutivo, que deve acontecer na próxima semana, o Movimento também está cobrando maior envolvimento de Governo Federal nessa discussão.
Ao final de tarde, cerca de 300 pessoas de mãos dadas deram um abraço simbólico em torno da Praça Osório. O gesto representou uma crítica a favor da preservação das florestas brasileiras, assim como o hino nacional, cantado e embalado pelo ritmo dos batuques do maracatu.
Com o intuito de descentralizar o movimento e incentivar o debate a respeito do futuro das florestas e das cidades brasileira, o grupo SOS Florestas disponibiliza materiais informativos através de seu site www.sosflorestas.com.br.
