Andreílson foi morto em uma emboscada quando retornava de um rio que fica na área da fazenda, onde tinha ido tomar banho. Duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimentos com o crime, mas uma já foi liberada pela polícia. Há serias suspeitas de que o proprietário da fazenda, Edvaldo Rodrigues Paixão, seja o mandante do crime.A fazenda, de 1.360 hectares, já foi palco de muitos conflitos entre o
proprietário e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A área já foi ocupada três vezes pelo MST desde março de 2004. Todos os despejos foram muito violentos e os agricultores sofriam ameaças constantes do proprietário e de jagunços da fazenda. Depois do último despejo, em maio de 2005, as famílias Sem Terra acamparam às margens da BR-423, em frente à fazenda. Houve um acordo entre o Incra e o proprietário da fazenda para que este permitisse que as famílias colhessem a produção que haviam plantado na área. Mas o proprietário descumpriu o acordo, destruindo todas as lavouras das famílias Sem Terra. Há cerca de um mês o Ministério Público determinou
que o proprietário pagasse indenização às famílias pelas lavouras
destruídas. Desde então as ameaças e intimidações aos trabalhadores rurais retornaram com maior intensidade.
A área já foi vistoriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra), que determinou a área como “média propriedade produtiva”.
No ocasião, o MST denunciou falcatrua entre funcionários do Incra e o
proprietário para que o laudo fosse positivo para o proprietário. O Incra,
então, se comprometeu a fazer nova vistoria, mas até hoje ela não foi
realizada.
*Mais informações:*
Cássia Bechara – Setor de Comunicação MST/PE: 81.9647 4331
Joba Alves – Coordenação Estadual MST/PE: 81. 9649 1625
Autor/Fonte: MST/PE