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	<title>Terra de Direitos</title>
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	<description>Organização de Direitos Humanos</description>
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		<title>Veto de Beto Richa à PL de incentivo à produção agroecológica e orgânica é derrubado na Assembleia Legislativa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Biodiversidade e soberania alimentar]]></category>
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		<category><![CDATA[Manifesto a favor da agroecologia no Paraná]]></category>
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		<category><![CDATA[Projeto de Lei (nº 403/11)]]></category>

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		<description><![CDATA[Votação na Assembleia Legislativa do Paraná realizada ontem (15) resulta em derrubada do veto do governador Beto Richa ao projeto de lei ao nº 403/11, que incentiva a implantação de um sistema de produção agroecológica pelos agricultores familiares no Paraná. Dos 41 votos, 39 foram contrários ao veto do governador do estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/planta-brotando-fundo-branco-Cópia11.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7369" title="planta-brotando-fundo-branco-Cópia1" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/planta-brotando-fundo-branco-Cópia11-150x111.jpg" alt="planta-brotando-fundo-branco-Cópia1" width="150" height="111" /></a>Votação na Assembleia Legislativa do Paraná realizada ontem (15) derruba veto do governador Beto Richa ao projeto de lei nº 403/11, que incentiva a implantação de um sistema de produção agroecológica pelos agricultores familiares no Paraná. Dos 41 votos, 39 foram contrários ao veto do governador do estado.</p>
<p>Na última semana, entidades da sociedade civil e movimentos sociais lançaram manifesto contra o veto (leia abaixo). O veto foi dado dias após a aprovação do PL na Assembleia Legislativa, no dia 13 de fevereiro. A proposta já havia sido discutida em Audiência Pública em 2011, quando teve aval das entidades representativas dos agricultores familiares, além de ter recebido parecer favorável da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento – SEAB.</p>
<p>O argumento apresentado para o veto foi de que o projeto não seria de interesse público: “[...] Sendo assim, em virtude da importância do agronegócio para o estado do Paraná, cumpre ressaltar que nosso estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento – SEAB, já possui em seus programas ações pautadas na política de conservação ambiental, objeto do projeto de lei em tela, bem como detém legislação específica, em âmbito estadual, para o uso de agrotóxicos. [...] tem-se que a presente proposição é contrária ao interesse público”.</p>
<p>Caracterizar o incentivo à produção de alimentos orgânicos e agroecológico como contrária aos interesses públicos é desconsiderar a importância do cultivo desses alimentos tanto para a saúde do produtor, quanto do consumidor. Para o coordenador da Terra de Direitos, Darci Frigo, a “decisão vai na contramão das atuais tendências em que o cidadão busca qualidade de vida com alimentos saudáveis e reforça uma opção do governo Estadual pelo modelo do agronegócio, com o uso de agrotóxicos e transgênicos”.</p>
<p>O veto simboliza também as relações estreitas entre o governador do estado e as forças do agronegócio: “É mais uma demonstração do quanto o governo estadual é refém dos interesses econômicos das grandes empresas e dos grandes proprietários, sem nenhum compromisso com a agricultura familiar, que produz alimentos saudáveis no Brasil”, garante Frigo.</p>
<p>Dados do Censo Agropecuário de 2006 comprovam a importância da agricultura familiar, produtora da maior parte dos alimentos consumidos no país, sendo responsável por 87% da produção de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo e, na pecuária, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos.</p>
<p>Confira o Manifesto contra o veto:</p>
<h2>Manifesto a favor da agroecologia no Paraná</h2>
<p><em>Contra o veto do governador ao Projeto de Lei nº 403/11</em></p>
<p>O mundo vive um momento crítico no aspecto socioambiental. A realização da Rio+20, em 2012, no Brasil, ressalta a necessidade de priorizar políticas públicas sustentáveis. A Agroecologia é uma estratégia fundamental para a construção de uma sociedade sustentável, solidária e saudável.</p>
<p>Contrária a essa tendência, no mês de abril passado, o governador Beto Richa vetou o Projeto de Lei nº 403/11 que incentiva a implantação de sistemas de produção agroecológica e orgânica pelos agricultores familiares no Estado do Paraná. Este PL foi construído pelo conjunto das entidades da sociedade civil – após sucessivas e amplas reuniões e audiências públicas. Contou com o envolvimento direto das instituições públicas estaduais e foi pautado no Programa Paraná Agroecológico, referendado pelo próprio Governo Estadual, em 2011. Após a sua discussão e aprovação nas diversas Comissões, em especial na Comissão de Constituição e Justiça – que o julgou pela constitucionalidade – obteve aprovação unânime da Assembléia Legislativa Estadual do Paraná.</p>
<p>A justificativa apresentada pelo governador Beto Richa para o veto – além de equivocada – é descabida, inoportuna e parcial, pois atribui importância somente ao agronegócio e ignora o papel da agricultura familiar, enquanto produtora de 70% dos alimentos consumidos para a população. Além disso, desconsidera a importância da Agroecologia e da produção orgânica como estratégia do desenvolvimento rural sustentável e da promoção da saúde da população. Lamentável, portanto, o governador Beto Richa vetar o PL considerando-o “…inconstitucional e contrário ao interesse público”.</p>
<p>A partir do exposto, as entidades abaixo mencionadas conclamam para manifestação contrária ao veto do governador do Paraná, por meio de envio de mensagens:</p>
<p>betoricha@betoricha.com.br, vicegov@ccivil.pr.gov.br, durvalamaral@ccivil.pr.gov.br,  nortigara@seab.pr.gov.br,</p>
<p>traiano@pr.gov.br, dep.welter@pr.gov.br, vrossoni@hotmail.com, e participação na sessão plenária da Assembléia Legislativa do Paraná, no dia 15 de maio, a partir das 14h30m.</p>
<p>RETIRE O $EU VETO, BETO!</p>
<p>Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)</p>
<p>Associação Brasileira de Agroecologia (ABA)</p>
<p>Associação para o Desenvolvimento de Agroecologia (AOPA)</p>
<p>Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná (ACOPA)</p>
<p>Comitê Paranaense da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida</p>
<p>Centro de Cooperativas Agroecológicas (CCA-MST)</p>
<p>Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná (CONSEA)</p>
<p>Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/PR)</p>
<p>Conselho Regional de Nutrição 8ª Região (CRN8ª)</p>
<p>Diretório Central de Estudantes (DCE/UFPR)</p>
<p>Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)</p>
<p>Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN)</p>
<p>Federação Estadual de Soberania Nutricional</p>
<p>Rede Ecovida da Agroecologia</p>
<p>Rede Puxirão</p>
<p>Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular (SAJUP)</p>
<p>Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE)</p>
<p>Terra de Direitos</p>
<p>Universidade Federal do Paraná – Litoral</p>
<p>União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES)</p>
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		<title>Folha de S. Paulo: Artigo de dom Tomás Balduino &#8220;Da ocupação das terras à vitória no STF&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Os títulos de áreas indígenas invadidas tem de ser dados como nulos, para que a terra fique livre da motosserra, da queimada e dos agrovenenos". Confira artigo de Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT, publicado hoje pela Folha de São Paulo sobre a decisão do STF de devolver aos índios Pataxó suas terras na Bahia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/300px-pataxohahahae1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7364" title="300px-pataxohahahae1" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/300px-pataxohahahae1-150x150.jpg" alt="300px-pataxohahahae1" width="150" height="150" /></a>&#8220;Os títulos de áreas indígenas invadidas tem de ser dados como nulos, para que a terra fique livre da motosserra, da queimada e dos agrovenenos&#8221;. Confira artigo de Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT, publicado hoje pela Folha de São Paulo sobre a decisão do STF de devolver aos índios Pataxó suas terras na Bahia.</p>
<p><em>Fonte: Folha de S. Paulo</em></p>
<h3>Da ocupação das terras à vitória no STF</h3>
<p>Os títulos de áreas indígenas invadidas tem de ser dados como nulos, para que a terra fique livre da motosserra, da queimada e dos agrovenenos.</p>
<p>No conflito no sul da Bahia, na área indígena pataxó, a mídia apontou os índios como invasores, violentos, perturbadores da ordem e obstáculos ao desenvolvimento.</p>
<p>Os pataxó, do seu lado, lembram-se do assassinato de 30 lideranças indígenas, dos 15 anos da morte impune do cacique Galdino e da inolvidável crueldade do fazendeiro que assassinou o índio Djalma, depois de castrá-lo, arrancar suas unhas, dentes e o couro cabeludo.</p>
<p>Assim, decidiram, no início deste ano, levar adiante a retomada das áreas invadidas por fazendeiros desde 1940 -54.105 hectares da área Caramuru-Catarina Paraguassu.</p>
<p>Essa terra é parte do grande território indígena desde tempos imemoriais. A lei 1.916, de 9 de agosto de 1926, reconheceu a área indígena que foi demarcada em 1938.</p>
<p>O Serviço de Proteção aos Índios (SPI), porém, usando a prática nefasta do arrendamento, passou a fazendeiros grande parte dessas terras já demarcadas. Em 1960, o governador Antônio Carlos Magalhães, em ato de abuso de autoridade, emitiu títulos de propriedade das áreas invadidas.</p>
<p>A Funai, em 1982, entrou no STF com uma ação para anular esses títulos. Só em 2008, 26 anos depois, o tribunal iniciou sua apreciação.</p>
<p>O ministro Eros Grau, relator do processo, baseado em pesquisas, reconheceu que a reserva &#8220;abrange toda a área habitada, utilizada para o sustento do índio, necessária à preservação de sua identidade cultural&#8221; e considerou nulos os títulos e propôs a retirada dos fazendeiros.</p>
<p>O ministro Menezes Direito, o mesmo que estabeleceu 18 condicionantes para o reconhecimento da terra indígena Raposa/Serra do Sol, pediu vistas do processo, que ficou interrompido por mais quatro anos.</p>
<p>A tensão na área, porém, nunca arrefeceu. Os índios reclamando suas terras e os 70 fazendeiros restantes detendo ferozmente em seu poder 35 mil hectares. Diante do agravamento dos conflitos, no início deste ano, a ministra Carmen Lúcia pediu que o julgamento do caso fosse reassumido.</p>
<p>No dia 2 de maio, o STF, acompanhando o voto do ministro Eros Grau, determinou a nulidade dos títulos de &#8220;propriedade&#8221; que incidem sobre a terra indígena. Foram seis votos a favor e um contra.</p>
<p>Este é um momento histórico da maior importância não só para os pataxó, mas para todos os povos indígenas. Fica clara a importância da luta, da resistência e da organização no efetivação de direitos.</p>
<p>Os votos dos ministros do STF reafirmaram o conceito de indigenato e de direito originário, frente à tese do &#8220;marco temporal&#8221;.</p>
<p>A decisão do STF fortaleceu a compreensão de que a terra, para os povos indígenas, não é apenas um bem material, mas um espaço carregado de sentido espiritual e místico, condição primordial para a sobrevivência física e cultural destes povos.</p>
<p>Essa nova luz acontece num contexto em que o Executivo, na pessoa da presidente Dilma, submete, ilegal e imoralmente, a demarcação das terras indígenas ao aval do Ministério das Minas e Energia e em que o Legislativo, capitaneado pela intransigente bancada ruralista, tenta tornar letra morta os artigos 231 e 232 da Constituição.</p>
<p>O STF recuperou o verdadeiro &#8220;espírito&#8221; da Constituição de 1988, reafirmando os elementos de &#8220;proteção&#8221; e de &#8220;promoção&#8221; que embasam o inteiro teor da Carta Magna do nosso país.</p>
<p>Quando o pataxó voltar para a sua terra, haverá a paz! E a Mata Atlântica se revestirá novamente de vida e de cantoria, livre da motosserra, da queimada, da vassoura de bruxa e dos agrovenenos!</p>
<p><em>PAULO BALDUINO DE SOUSA DÉCIO, o dom Tomás Balduino, 89, é bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra</em></p>
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		<title>Terra de Direitos participa de audiência pública sobre repressão política aos camponeses no período da ditadura militar</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 21:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Justiciabilidade dos direitos humanos e democratização da justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Comissão Parlamentar Memória Verdade e Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>

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		<description><![CDATA[A Terra de Direitos participa amanhã (16), representada pelo assessor jurídico Antonio Escrivão Filho, de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a repressão política aos camponeses no período da ditadura militar, quando também será lançado o livro “Retrato da Repressão Política no Campo - Brasil 1962-1985: Camponeses Torturados, Mortos e Desaparecidos”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Logo-Terra-Jpeg.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7360" title="Logo Terra Jpeg" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Logo-Terra-Jpeg-150x150.jpg" alt="Logo Terra Jpeg" width="150" height="150" /></a>A Terra de Direitos participa amanhã (16), representada pelo assessor jurídico Antonio Escrivão Filho, de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a repressão política aos camponeses no período da ditadura militar, quando também será lançado o livro “Retrato da Repressão Política no Campo &#8211; Brasil 1962-1985: Camponeses Torturados, Mortos e Desaparecidos”.</p>
<p>A audiência pública será realizada no âmbito da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça e atente a requerimento de iniciativa dos Deputados Domingos Dutra, Padre Ton e Valmir Assunção e das Deputadas Luiza Erundina e Erika Kokay, aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Seminário “Rumo à Rio+20 – Por um desenvolvimento sustentável”</title>
		<link>http://terradedireitos.org.br/agenda/seminario-%e2%80%9crumo-a-rio20-%e2%80%93-por-um-desenvolvimento-sustentavel%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 20:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade e soberania alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Linhas de atuação]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula dos Povos]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

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		<description><![CDATA[A CUT-PR, em parceria com a APP- Sindicato; FETRAF-SUL e SINDISEAB, promove no próximo dia 22 de maio o seminário “Rumo à Rio+20 – Por um desenvolvimento sustentável”. A atividade será no auditório da APP Sindicato, na Av. Iguaçu, 880, em Curitiba, das 9h às 18h.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A CUT-PR, em parceria com a APP- Sindicato; FETRAF-SUL e SINDISEAB, promove no próximo dia 22 de maio o seminário “Rumo à Rio+20 – Por um desenvolvimento sustentável”. A atividade será no auditório da APP Sindicato, na Av. Iguaçu, 880, em Curitiba, das 9h às 18h.</p>
<p>O seminário tem por objetivo conhecer as propostas em debate na Conferência Rio+20 e Cúpula dos Povos, elaborar um programa mínimo de propostas dos movimentos organizados do Paraná sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável a ser entregue as entidades competentes e incentivar lideranças para atuação nos fóruns sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A atividade é gratuita e haverá certificação de 8 horas. As inscrições devem ser enviadas para o e-mailformacao@cutpr.org.br, com as seguintes informações:<br />
- Nome completo<br />
- Telefones / e-mail<br />
- Organização/entidade<br />
- Profissão / Área em que atua</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>8:30h – credenciamento</p>
<p>9h – Abertura &#8211; Apresentação cultural</p>
<p>10h &#8211; Mesa de abertura</p>
<p>10:30 h – 1º Painel – Meio ambiente e desenvolvimento sustentável da ECO 92 à RIO+20 – avaliações e expectativas</p>
<p>Exposição: Ministério do Meio Ambiente (a confirmar); Ministério do Desenvolvimento Agrário (a confirmar); Dr. Dimas Floriani – Sociólogo, professor do Curso de Pós Graduação da UFPR &#8211; Mestrado Em Meio Ambiente; Cúpula dos Povos – Carmem Foro (Sec. Meio Ambiente da CUT Nacional); SINDSEAB &#8211; Shirley Margareth Reis Branco (Socióloga e Coordenadora das Ações da Agenda 21 Paraná de 2003 à 2010)</p>
<p>Debate – 30 min.</p>
<p>Almoço – 13h às 14h</p>
<p>14h – 2º Painel – Desafios e propostas para o desenvolvimento sustentável – rumo à RIO+20</p>
<p>Exposição: Fetraf-SUL; SindiSeab; Via Campesina; CUT.</p>
<p>15:40h &#8211; Depoimentos:</p>
<p>16:40h &#8211; Debate – 40 min.</p>
<p>17:20 h 3º Painel – Encaminhamentos – Aprovação Carta do Paraná com propostas dos (as) trabalhadores (as) para a RIO+20, Organização de Caravanas para a Rio+20 e Cúpula dos Povos</p>
<p>Debate</p>
<p>Coquetel de encerramento 18h</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/cartazriomaisvinte.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7354" title="cartazriomaisvinte" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/cartazriomaisvinte.jpg" alt="cartazriomaisvinte" width="595" height="595" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>MPF/PA: Tribunal obriga Funai a delimitar terra indígena Kapotnhinore, entre o Mato Grosso e o Pará</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 20:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Justiciabilidade dos direitos humanos e democratização da justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra, território e equidade sócio-espacial]]></category>
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		<category><![CDATA[demarcação terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Kapotnhinore]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Fundação Nacional do Índio (Funai) e a União foram condenadas nesta terça-feira, 8, a concluir o procedimento de identificação e delimitação da terra indígena Kapotnhinore, habitada pelos índios Kayapó, no norte do Mato Grosso, divisa com o Pará. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acatou parecer do Ministério Público Federal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/indios-na-floresta.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7348" title="indios na floresta" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/indios-na-floresta-150x150.jpg" alt="indios na floresta" width="150" height="150" /></a>Habitada pelos índios Kayapó, a região passa por diversos conflitos fundiários</em></p>
<p><em>Fonte : Procuradoria Regional da República na 1ª Região, Ministério Público Federal, Assessoria de Comunicação</em></p>
<p>A Fundação Nacional do Índio (Funai) e a União foram condenadas nesta terça-feira, 8, a concluir o procedimento de identificação e delimitação da terra indígena Kapotnhinore, habitada pelos índios Kayapó, no norte do Mato Grosso, divisa com o Pará. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acatou parecer do Ministério Público Federal.</p>
<p>A ação inicial, proposta pelo MPF no Pará, acusa a Funai de não cumprir o prazo para demarcação da terra indígena Kapotnhinore, estabelecido pela Portaria nº 1249/PRES e pelo Decreto nº 1775/96, o que vem gerando diversos conflitos fundiários na região. O juiz de primeira instância condenou a União e a Funai a concluírem o procedimento, sob pena de multa diária.</p>
<p>Os entes apelaram alegando que os processos de identificação/delimitação já se encontram em trâmite e que, para sua conclusão, é necessário pesquisa de campo e coleta de novos dados. Além disso, argumentaram que a motivação dos conflitos fundiários não é a identificação ou revisão das terras Kayapó, mas a falta de controle sobre a ocupação não indígena no entorno delas.</p>
<p>A maioria dos desembargadores da 6ª turma do Tribunal acatou as apelações por acreditar que não houve negligência do órgão de assistência aos índios na condução do processo. O Ministério Público Federal recorreu da decisão e pediu que prevaleça o voto vencido do desembargador federal Souza Prudente.</p>
<p>Segundo Prudente, foi constituído, desde setembro de 2004, por meio da portaria nº 1249/PRES, grupo técnico, com prazo de 152 dias para a realização dos estudos necessários à delimitação da terra indígena Kapotnhinore e entrega do relatório. No entanto, “o procedimento ainda não foi concluído, o que afronta toda a legislação pertinente e, ainda, os princípios da eficiência e da moralidade inerentes aos atos administrativos”, ressalta o desembargador.</p>
<p>Em parecer, a procuradora regional da República Maria Soares Camelo pediu a reforma da decisão com base no princípio constitucional da eficiência, por acreditar que não é razoável o tempo gasto pela Funai na coleta dos dados. “Tal princípio determina que a Administração deve agir de modo rápido e preciso para produzir resultados que satisfaçam as necessidades da população indígena”, ressalta.</p>
<p>De acordo com a procuradora, foi acertada a sentença que determinou o cumprimento das demarcações no prazo, sob pena de multa. “Ao descumprirem o prazo para a demarcação, a União e a Funai promoveram prejuízos e inseguranças para a comunidade indígena Kayapó”, finaliza.</p>
<p>O recurso do MPF foi acatado pela maioria dos desembargadores da 3ª Seção do TRF1.</p>
<p>Processo nº 2005.39.01.001468-4</p>
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		<title>O que está em jogo na Rio+20</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Grupo de Articulação Nacional e Internacional da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental]]></category>
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		<description><![CDATA[A um mês da conferência das Nações Unidas Rio+20, os povos do mundo não veem resultados positivos no processo de negociação que está ocorrendo na conferência oficial. Ali não se está discutindo um balanço do cumprimento dos acordos alcançados na Rio 92, ou como mudar as causas da crise. O foco da discussão é um pacote de propostas enganosamente chamado de “economia verde” e a instauração de um novo sistema de governo ambiental internacional que o facilite.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; line-height: 14.25pt;" align="center"><span><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;"><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/cupula11.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7341" title="cupula1" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/cupula11-150x150.gif" alt="cupula1" width="150" height="150" /></a>Informe do Grupo de Articulação Internacionalizado da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center; line-height: 14.25pt;" align="center"><strong><span><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Pela unidade e a mobilização do povos, em defesa da vida e dos bens comuns, justiça social e ambiental, contra a mercantilização da natureza e a “economia verde”</span></strong></span></strong></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">A um mês da conferência das Nações Unidas Rio+20, os povos do mundo não veem resultados positivos no processo de negociação que está ocorrendo na conferência oficial. Ali não se está discutindo um balanço do cumprimento dos acordos alcançados na Rio 92, ou como mudar as causas da crise. O foco da discussão é um pacote de propostas enganosamente chamado de “economia verde” e a instauração de um novo sistema de governo ambiental internacional que o facilite.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">A verdadeira causa estrutural das múltiplas crises é o capitalismo, com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais, desemprego, violência contra o povo e a criminalização de quem os denuncia. O sistema de produção e o consumo atual – representados por grandes corporações, mercados financeiros e os governos que garantem sua manutenção – produzem e aprofundam o aquecimento global e a crise climática, a fome e a desnutrição, a perda de florestas e da diversidade biológica e sócio-cultural, a contaminação química, a escassez de água potável, a desertificação crescente dos solos, a acidificação dos mares, a grilagem de terras e a mercantilização de todos os aspectos da vida nas cidades e no campo .</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">A “economia verde”, ao contrário do que o seu nome sugere, é outra fase da acumulação capitalista. Nada na “economia verde” questiona ou substitui a economia baseada no extrativismo de combustíveis fósseis, nem os seus padrões de consumo e produção industrial. Essa economia estende a economia exploradora das pessoas e do ambiente para novas áreas, alimentando assim o mito de que é possível o crescimento econômico infinito.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">O falido modelo econômico, agora disfarçado de verde, pretende submeter todos os ciclos vitais da natureza às regras do mercado e ao domínio da tecnologia, da privatização e da mercantilização da natureza e suas funções. Assim como dos conhecimentos tradicionais, aumentando os mercados financeiros especulativos através dos mercados de carbono, de serviços ambientais, de compensações por biodiversidade e o mecanismo REDD+ (Redução de emissões por desmatamento evitado e degradação florestal).</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Os transgênicos, os agrotóxicos, a tecnologia Terminator, os agrocombustíveis, a nanotecnologia, a biologia sintética, a vida artificial, a geo-engenharia e a energia nuclear, entre outros, são apresentados como “soluções tecnológicas” para os limites naturais do planeta e para as múltiplas crises, sem abordar as causas verdadeiras que as provocam.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Além disso, se promove a expansão do sistema alimentício agroindustrial, um dos maiores fatores causadores das crises climáticas, ambientais, econômicas e sociais, aprofundando a especulação com os alimentos. Com isso se favorece os interesses das corporações do agronegócio em detrimento da produção local, campesina, familiar, dos povos indígenas e das populações tradicionais, afetando a saúde de todos.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Como uma estratégia de negociação na conferência Rio+20, alguns governos de países ricos estão propondo um retrocesso dos princípios da Rio 92, como o princípio de responsabilidades comuns e diferenciadas, o princípio da precaução, o direito à informação e participação. Estão ameaçados direitos já consolidados, como os dos povos indígenas e populações tradicionais, dos camponeses, o direito humano à água, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, dos imigrantes, o direito à alimentação, à habitação, à cidade, os direitos da juventude e das mulheres, o direito à saúde sexual e reprodutiva, à educação e também os direitos culturais.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Está se tentando instalar os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que serão utilizados para promover a “economia verde”, enfraquecendo ainda mais os já insuficientes Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">O processo oficial propõe estabelecer formas de governança ambiental mundial que sirvam como administradores e facilitadores desta “economia verde”, com o protagonismo do Banco Mundial e outras instituições financeiras públicas ou privadas, nacionais e internacionais, que irão incentivar um novo ciclo de endividamento e ajustes estruturais disfarçados de verde. Não pode existir governança global democrática sem terminar com a atual captura corporativa das Nações Unidas.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Repudiamos este processo e conclamamos todos para que venham fortalecer as manifestações e construções de alternativas em todo o mundo.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Lutamos por uma mudança radical no atual modelo de produção e consumo, consolidando o nosso direito para nos desenvolvermos com modelos alternativos com base nas múltiplas realidades e vivências dos povos, genuinamente democráticas, respeitando os direitos humanos e coletivos, em harmonia com a natureza e com a justiça social e ambiental.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Afirmamos a construção coletiva de novos paradigmas baseados na soberania alimentar, na agroecologia e na economia solidária, na defesa da vida e dos bens comuns, na afirmação de todos os direitos ameaçados, o direito à terra e ao território, o direito à cidade, os direitos da natureza e das futuras gerações e a eliminação de toda forma de colonialismo e imperialismo.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Conclamamos todos os povos do mundo a apoiarem a luta do povo brasileiro contra a destruição de um dos mais importantes quadros legais de proteção às florestas (Código Florestal), o que abre caminhos para mais desmatamentos em favor dos interesses do agronegócio e da ampliação da monocultura; e contra a implementação do mega projeto hidráulico de Belo Monte, que afeta a sobrevivência e as formas de vida dos povos da selva e a biodiversidade amazônica.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Reiteramos o convite para participação na Cúpula dos Povos que se realizará de 15 a 23 de junho no Rio de Janeiro. Será um ponto importante na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental que estamos construindo desde a Rio-92, particularmente a partir de Seattle, FSM, Cochabamba, onde se têm catapultado as lutas contra a OMC e a ALCA, pela justiça climática e contra o G-20. Incluímos também as mobilizações de massa como Occupy, indignados, a luta dos estudantes do Chile e de outros países e a primavera árabe.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Convocamos todos para que participem da mobilização global de 5 de junho (Dia Mundial do Ambiente); da mobilização do dia 18 de junho, contra o G20 (que desta vez se concentrará no “crescimento verde”) e na marcha da Cúpula dos Povos, no dia 20 junho, no Rio de Janeiro e no mundo, por justiça social e ambiental, contra a “economia verde”, a mercantilização da vida e da natureza e em defesa dos bens comuns e dos direitos dos povos.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Rio de Janeiro, 12 de maio de 2012</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><strong><span><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Assinam:</span></strong></span></strong></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Grupo de Articulação Nacional e Internacional da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental*.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">Concorda com os pontos desta carta? Envie um e-mail para<span> </span><a href="gainter@rio2012.org.br">gainter@rio2012.org.br</a><span> </span>e peça a inclusão do nome da sua entidade na assinatura.</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">______________________________</span></p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Georgia;">*O Grupo de Articulação (GA) Internacional do Comitê Facilitador para a Sociedade Civil na Rio+20 (CFSC) da Cúpula dos Povos é formado por 35 redes, organizações e movimentos sociais de 13 diferentes países. Seus representantes trabalham junto ao GA Nacional (com 40 redes representadas) na coordenação metodológica e política da Cúpula dos Povos, evento paralelo e crítico à Rio+20, que vai reunir milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, de 15 a 23 de junho.</span></p>
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		<title>Seminário &#8220;Treze(s) de Maio: tempos e lugares da memória negra&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Linhas de atuação]]></category>
		<category><![CDATA[Política e cultura dos direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Negros em Curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[Será realizado em Curitiba no próximo sábado, 19 de maio, o Seminário "Treze(s) de Maio: tempos e lugares da memória negra", na sede da Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio. O evento tem por objetivo promover um espaço de debate político e acadêmico sobre a história silenciada da presença negra em Curitiba e no Paraná, em especial a partir da trajetória dos clubes sociais negros, dos quais a Sociedade 13 de Maio é o segundo representante mais antigo do Brasil ainda em funcionamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Seminário-13-de-maio.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7327" title="Seminário 13 de maio" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Seminário-13-de-maio-150x150.jpg" alt="Seminário 13 de maio" width="150" height="150" /></a>Será realizado em Curitiba no próximo sábado, 19 de maio, o Seminário &#8220;Treze(s) de Maio: tempos e lugares da memória negra&#8221;, na sede da Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio. O evento tem por objetivo promover um espaço de debate político e acadêmico sobre a história silenciada da presença negra em Curitiba e no Paraná, em especial a partir da trajetória dos clubes sociais negros, dos quais a Sociedade 13 de Maio é o segundo representante mais antigo do Brasil ainda em funcionamento. Propõe também uma reflexão sobre o estado atual das políticas de cultura e patrimônio afro-brasileiros, na análise de especialistas e da sociedade civil organizada.</p>
<p>Simultaneamente, será aberta a exposição &#8220;SOB Memoração&#8221;, de autoria de Miriane Figueira, resultado de trabalho iconológico com o acervo e memória dos 124 anos de atividade da Sociedade 13 de Maio.</p>
<p>Ambas as iniciativas são fruto de pesquisa desenvolvida com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, através do Edital de Pesquisa Urbana/2011 &#8211; PAIC.</p>
<p><strong>Serviço<br />
</strong>Seminário &#8220;Treze(s) de Maio: tempos e lugares da memória negra&#8221; e abertura da Exposição &#8220;SOB Memoração&#8221;<br />
Data: 19 de maio, a partir das 9h<br />
Local:  Sede da Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio (Rua Desembargador Clotário Portugal, n. 274, Centro)</p>
<p>Inscrições: <a href="seminario.13demaio@gmail.com">seminario.13demaio@gmail.com</a></p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>08:00 &#8211; Recepção/ Credenciamento/ Distribuição dos livretos</p>
<p>09:00 &#8211; Mesa de abertura: saudação inicial e apresentação do evento<br />
Integrantes:<br />
Álvaro da Silva &#8211; presidente da SOB. 13 de Maio<br />
Miriane Figueira – Fotógrafa, pesquisadora, autora da Exposição “sob memoração”<br />
Marili Azim &#8211; Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba</p>
<p>09:30 – PAINEL 1<br />
O cativeiro da memória: a cidade e os (não)-lugares da presença negra<br />
Debatedores(as):<br />
Prof. Dr. Carlos Lima – depto. de História/UFPR<br />
Profa. Dra. Liliana Porto – depto. de Antropologia/UFPR<br />
Profa. Dra. Joseli Mendonça – depto. de História/UFPR<br />
Mediadora: Fernanda Lucas Santiago – Pesquisadora do NEAB/UFPR</p>
<p>12:00 &#8211; Almoço</p>
<p>13:00 – PAINEL 2<br />
A alforria da memória: trajetórias de clubes sociais negros no Brasil<br />
Debatedores(as):<br />
Profa. Msa. Giane Vargas – Dir. Téc. do Museu Treze de Maio (Santa Maria, RS)<br />
Gilson Taques – Dir. do Clube Estrela da Manhã (Tibagi, PR)<br />
Prof. Ms. Elton Bartz &#8211; história / planejamento regional<br />
Debatedor e mediador: Thiago A. P. Hoshino – pesquisador do Projeto “Negros, libertos e associados”</p>
<p>15:00 &#8211; Coffe Break</p>
<p>15:30 – PAINEL 3<br />
A cidadania da memória: cultura negra como patrimônio e arena política<br />
Debatedores(as):<br />
Profa. Dra. Selma Baptista – depto. de Antropologia/UFPR<br />
Prof. Ms. Jurandir de Souza – depto. de Antropologia/UFPR<br />
Debatedora e mediadora: Brenda Maria – pesquisadora do Projeto de Documentário “Sob a estrela de Salomão”</p>
<p>18:00 &#8211; Mesa de Encerramento: agradecimentos e perspectivas de trabalho</p>
<p>Integrantes:<br />
Carolina Simões Pacheco – pesquisadora do Projeto “Negros, libertos e associados”<br />
Otavio Zucon &#8211; pesquisador do Projeto de Documentário “Sob a estrela de Salomão”<br />
Filipe Castro &#8211; Diretoria de Cultura da SOB 13 de Maio</p>
<p><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Seminário-13-de-maio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7327" title="Seminário 13 de maio" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Seminário-13-de-maio.jpg" alt="Seminário 13 de maio" width="960" height="639" /></a></p>
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		<title>Envolvidos no massacre se entregam à polícia; MST espera que comandantes cumpram pena</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Justiciabilidade dos direitos humanos e democratização da justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Linhas de atuação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Terra, território e equidade sócio-espacial]]></category>
		<category><![CDATA[crimes do latifúndio]]></category>
		<category><![CDATA[impunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Massacre de Eldorado dos Carajás]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>

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		<description><![CDATA[16 anos após o episódio que ficou conhecido como o Massacre de Eldorado dos Carajás, o Tribunal de Justiça do Pará expediu na segunda-feira (7) o mandado de prisão contra o Coronel Mario Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Eldorado-dos-Carajas.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7321" title="Eldorado dos Carajas" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Eldorado-dos-Carajas-150x150.jpg" alt="Eldorado dos Carajas" width="150" height="150" /></a>Fonte: página do MST, por Luiz Felipe Albuquerque</em></p>
<p>16 anos após o episódio que ficou conhecido como o Massacre de Eldorado dos Carajás, o Tribunal de Justiça do Pará expediu na segunda-feira (7) o mandado de prisão contra o Coronel Mario Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira.</p>
<p>Pantoja se apresentou a um presídio no município de Santa Isabel do Pará, a 50 km de Belém, na própria segunda-feira, onde deve cumprir a pena. Já Oliveira, se entregou no dia seguinte, ao se apresentar no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves, no município de Santa Isabel.</p>
<p>Oliveira, que foi condenado a 158 anos e 4 meses pelos crimes, apresentou-se no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves e agora é vizinho de cela do coronel Mário Colares Pantoja, condenado, no mesmo processo, a 228 anos. Pantoja apresentou-se anteontem, após tomar ciência do mandado de prisão expedido contra ele pelo juiz Edmar Pereira, da 1.ª Vara do Tribunal do Júri de Belém.</p>
<p>Ambos policiais militares foram condenados pelo envolvimento no massacre de 21 Sem Terra no município de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, em 1996. Eles foram julgados e condenados em 2002, mas desde então eles vinham recorrendo em liberdade. Foram dez anos que os policiais ficaram apresentando inúmeros recursos ao Poder Judiciário.</p>
<p>No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu em março que a documentação do processo retornasse ao Tribunal de Justiça do Pará, ao alegar que era uma tentativa de protelar a sentença.</p>
<p>Com isso, o juiz Edmar Pereira, da primeira vara do Tribunal do Júri, expediu o mandado para que os condenados cumprissem as sentenças.</p>
<p>Pantoja fora condenado a 228 anos de prisão, e o major Oliveira a 158 anos e 4 meses, mas a lei penal brasileira permite o cumprimento máximo de 30 anos de reclusão.</p>
<p>“É importante aguardar o cumprimento do mandado, a efetivação da prisão, porque só assim poderemos dizer que a impunidade teve fim. Só a expedição de um documento não garante nada”, afirma Giane Alvarez, advogada do MST.</p>
<p>“De todos os crimes que ocorrem contra lavradores no estado do Pará, são raras as vezes que os mandantes ou os autores diretos dos crimes são condenados. E quando condenados é mais raro ainda que eles cheguem a cumprir as decisões tomadas pela justiça”, destaca Giane.</p>
<p>Segundo ela, a resolução dos problemas relacionados à questão agrária do país não se resume somente com ao problema da impunidade.</p>
<p>&#8220;O desfecho desse caso tem caráter efetivamente simbólico de mudança do estado de coisas daquela região. A idéia da impunidade pode ter uma mudança de curso. Não  resolverá tudo uma hora para outra, mas já é um bom sinal”, pontua Giane.</p>
<p><strong>Massacre de Eldorado dos Carajás</strong></p>
<p>O Massacre de Eldorado dos Carajás aconteceu em 1996, durante uma operação da Polícia Militar para reprimir o tráfego da rodovia PA 150, no município de Eldorado do Carajás, sudeste do Pará.</p>
<p>Na ação, 19 trabalhadores rurais do MST foram mortos na hora pela PM. Outros dois morreram horas depois devido aos ferimentos da ação truculenta. Mais de 60 pessoas ficaram feridas, muitas delas com sequelas que levarão para o resto da vida.</p>
<p>Mesmo tendo participado da operação mais de 150 policiais militares, apenas Pantoja e Oliveira foram condenados pela morte dos trabalhadores.</p>
<p>O governador da época Almir Gabriel (PSDB) não foi punido.</p>
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		<title>PEC do Trabalho Escravo é adiada. Ruralistas querem rever conceito de escravidão</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 17:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Linhas de atuação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Terra, território e equidade sócio-espacial]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[emenda constitucional 438/2001]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

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		<description><![CDATA[A votação da proposta de emenda constitucional 438/2001 – que prevê o confisco de propriedades em que escravos forem encontrados e sua destinação à reforma agrária ou ao uso social urbano – foi adiada para o dia 22 de maio. A decisão foi tomada na noite desta quarta (9), pelo presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS), depois de pedido feito por Henrique Alves (PMDB-RN), que alegou não haver segurança de vitória.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/mao.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7317" title="Trabalho escravo " src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/mao-150x150.jpg" alt="Trabalho escravo " width="150" height="150" /></a>Leonardo Sakamoto, do <em><a href="http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/05/10/pec-do-trabalho-escravo-e-adiada-ruralistas-querem-rever-conceito-de-escravidao/  " target="_blank">http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br</a></em></em></p>
<p>A votação da proposta de emenda constitucional 438/2001 – que prevê o confisco de propriedades em que escravos forem encontrados e sua destinação à reforma agrária ou ao uso social urbano – foi adiada para o dia 22 de maio. A decisão foi tomada na noite desta quarta (9), pelo presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS), depois de pedido feito por Henrique Alves (PMDB-RN), que alegou não haver segurança de vitória.</p>
<p>A bancada ruralista, que chegou a negociar um acordo com a liderança da Câmara, fez forte oposição ao novo instrumento de combate ao trabalho escravo proposto e conseguiu esvaziar a votação.  Os ruralistas adotaram como estratégia aproveitar para negociar mudanças profundas quando o texto for para o Senado e usar a PEC 438 para tentar descaracterizar o que é a escravidão contemporânea. Eles devem aproveitar a votação para tentar propor uma nova lei a fim de redefinir o crime.</p>
<p>Com isso, a bancada ruralista promove “insegurança jurídica” no campo e na cidade – expressão que o grupo de parlamentares que defende os interesses de fazendeiros tanto gosta de usar. Eles afirmam que não há clareza sobre o conceito de trabalho escravo, porque não concordam com o conceito de trabalho escravo.</p>
<p>Mais de 3 mil propriedades foram fiscalizadas por denúncias de trabalho escravo desde 1995, quando o Brasil criou o seu sistema de combate ao crime. O país tem mais de 4,5 milhões de propriedades rurais. Mais de 42 mil pessoas ganharam a liberdade desde então, em um universo de quase 18 milhões de trabalhadores no campo. Se a grande maioria, no campo e na cidade, segue a lei e não utiliza trabalho escravo, a quem interessa tornar a legislação mais frouxa? Àqueles que promovem a concorrência desleal e o dumping social por buscar cortar custos ilegalmente, ganhando competitividade através da exploração de seres humanos. Ninguém usa escravos porque é mau, aqui não espaço para discussão moral. Como diria o assessor de Bill Clinton, “é a economia, estúpido!”.</p>
<p>O artigo 149 do Código Penal, que trata do tema, é de 1940, reformado em 2003 para deixar sua caracterização mais clara. Varas, tribunais e cortes superiores utilizam a definação desse artigo. Recentemente, processos por trabalho escravo contra um senador e um deputado federal foram abertos no Supremo Tribunal Federal com base no 149. Nas falas dos ministros do Supremo, fica clara a compreensão do Judiciário a respeito do que sejam “condições degradantes de trabalho”, uma das características da escravidão contemporânea mais refutadas pelos ruralistas.</p>
<p>Para quem não gosta de ler as leis brasileiras, uma forcinha sobre os elementos que determinam trabalho escravo: condições degradantes de trabalho são aquelas que excluem o trabalhador de sua dignidade. Jornada exaustiva não é aquela que deixa você cansadinho no final do dia, mas a que impede o trabalhador de se recuperar fisicamente e ter uma vida social – um exemplo são as mais de duas dezenas de pessoas que morreram de tanto cortar cana no interior de São Paulo nos últimos anos. Cerceamento de liberdade é reter a pessoa no serviço através de fraudes, isolamento geográfico, retenção de documentos, ameaças físicas e psicológicas, espancamentos exemplares e até assassinatos. Servidão por dívida é fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele.</p>
<p>Durante os debates ontem no plenário da Câmara, utilizou-se o argumento de que fiscais do trabalho consideram como trabalho escravo a pequena distância entre beliches, a espessura de colchões, a falta de copos descartáveis. Seria risível se não partisse de membros da bancada ruralista, que já nos presentou com a flexibilização da legislação ambiental através das mudanças aprovada no Código Florestal. Besteira. Afinal de contas, qualquer fiscalização do governo é obrigada a aplicar multas por todos os problemas encontrados. Mas não são essas as autuações que configuram trabalho escravo. Colega jornalista, se ouvir esse bla-bla-blá, peça para o deputado comentar sobre o teor de outras 30 autuações que o fazendeiro em questão deve ter recebido. Ou solicite-as à Secretaria Nacional de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. Vocês vão adorar as fotos da “espessura do colchão” e os depoimentos dos trabalhadores “sem copos plásticos”.</p>
<p>Os ruralistas disseram ontem que querem que o Brasil adote as definições da Organização Internacional do Trabalho sobre trabalho escravo. Ótimo, podem preparar a passagem do diretor geral da organização, que fica em Genebra, na Suíça, que ele vai dizer que apoia a definição brasileira. Ao mesmo tempo, os ruralistas também estão usando uma declaração descontextualizada da armênia Gulnara Shahinian, relatora para formas contemporâneas de escravidão das Nações Unidas, para afirmar que o Brasil precisa deixar claro a definição de escravidão. Cascata grossa. A Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo recebeu de Gulnara uma explicação de que apoia o conceito brasileiro e a idéia de explicitar foi exatamente de divulgar para que esses grupos contrários entendam, de uma vez por todas, o que crime significa. Ela, inclusive, enviou uma carta solicitando ao Brasil a aprovação da PEC, dizendo que ela é a mais importante lei brasileira para erradicar a escravidão.</p>
<p>E se ainda der aquela preguicinha de entender o conceito de trabalho escravo contemporâneo, mal que não acometeu apenas ruralistas, mas lideranças do governo e do PT, sugiro que leiam o manual produzido pelo Ministério do Trabalho e Emprego do que é levado em consideração durante uma fiscalização por trabalho escravo. Está lá um passo a passo sobre como o 149 é verificado pela administração federal. Para lê-lo, basta clicar aqui.</p>
<p>Para os que não gostam de ler, sugiro que os próximos convocados na CPI do Trabalho Escravo (criada para buscar as razões dos entraves que barram a erradicação da escravidão no país) sejam os ex-presidentes Fernando Henrique e Lula, além da atual ocupante do posto, Dilma Rousseff. Porque mais de 42 mil trabalhadores foram libertados em seus governos usando as definições de trabalho escravo de que os ruralistas discordavam. Eles foram os responsáveis políticos, em última instância, por aplicar o conceito de trabalho escravo e por resgatar a dignidade dessas pessoas, tornando o combate à escravidão uma política de Estado e não de governo.</p>
<p>Na manhã de quarta, os integrantes da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), que reúne autoridades envolvidas no combate e representantes da sociedade civil, posicionaram-se – em consenso – contrários a qualquer revisão do conceito sobre o que seja escravidão contemporânea.</p>
<p>A presidência da Câmara dos Deputados fechou um acordo com Marta Suplicy, presidente interina do Senado, para que fossem feitas modificações na câmara alta. Marta Suplicy afirmou que a alteração servirá apenas para discutir como a medida será regulamentada e diz que a PEC não será desfigurada. Vale uma observação: deputados consultados por este blog disseram que é desnecessário incluir a necessidade de lei (regulamentar ou complementar) que trate da PEC no texto da própria emenda. Outros informaram que não é possível regulamentar uma emenda que ainda nem entrou na Constituição ainda. E que isso serviria apenas para alongar o pingue-pongue entre as duas casas.</p>
<p><strong>Cavalo de Troia com uma caixa de Pandora</strong></p>
<p>O problema não é o texto da PEC hoje, nem sua regulamentação, mas a possibilidade de, por conta dele, criar lei específica sobre o tema, como defenderam ruralistas e lideranças, para redefinir o que é trabalho escravo.</p>
<p>A ministra Maria do Rosário, que vem se dedicando à aprovação da PEC, afirmou que o governo federal é contrário a qualquer acordo que envolva a possibilidade de rever o conceito de trabalho escravo.</p>
<p>Por conta de uma alteração no texto ocorrida no primeiro turno de votação na Câmara, em agosto de 2004, a matéria teria que retornar à casa e os senadores são livres para fazer o que quiserem. O problema é o acordo feito pelos dois presidentes ser visto como uma carta branca para mexerem no texto, criando mecanismos como a inserção de lei específica – um cavalo de Troia contendo uma caixinha de pandora. Vale lembrar que uma lei específica sobre trabalho escravo teria precedência sobre lei geral, ou seja, sobre o Código Penal e o artigo 149.</p>
<p>A partir daí, lideranças partidárias, que nunca leram uma linha sobre o que seus próprios governos vêm fazendo no combate ao trabalho escravo, passaram a dar entrevistas no salão verde da Câmara afirmando que os conceito era impreciso – para a incredulidade dos colegas de veículos de imprensa que se perguntavam se aquilo era alguma estratégia maluca ou eles realmente acreditavam naquilo.</p>
<p>A ação no sentido de passar a qualquer preço a proposta de emenda constitucional não surtiu efeito porque a bancada ruralista ignorou o acordo e atuou para frear a votação. Agora, gostaram da idéia de lei específica para tentar redefinir trabalho escravo e vão tentar aprová-la.</p>
<p>Parlamentares ouvidos por este blog ontem, e que acompanham a matéria, lamentaram a posição de alguns de seus líderes e disseram que vão atuar para barrar qualquer tentativa de rebaixar direitos de trabalhadores. Se isso acontecer, organizações da sociedade civil presentes na Câmara nesta quarta afirmaram que denunciarão o Brasil aos organismos internacionais. E pega mal a sexta maior economia do mundo ser denunciada por reduzir a proteção ao trabalhador enquando cresce economicamente. Enfim, hoje, o “veta Dilma” é para o Código Florestal. Amanhã, pode ser para um novo conceito bizarro de trabalho escravo.</p>
<p>A PEC 438/2001 está parada na Câmara dos Deputados há sete anos e nove meses. Ela voltou à pauta após forte pressão social. A votação estava inicialmente prevista para terça (8), quando houve um ato no auditorório Nereu Ramos, reunindo centenas de pessoas, entre trabalhadores rurais, movimentos sociais, centrais sindicais, artistas e intelectuais, mas acabou adiada após reunião de líderes na Câmara dos Deputados, de onde brotou a ideia do acordo com o Senado.</p>
<p>Maia declarou na tarde de ontem, antes da bancada ruralista furar o acordo para votação, que seria criada uma comissão mista formada por cinco deputados e cinco senadores para debater alterações. Se realmente houver mudanças no Senado, a matéria volta novamente à Câmara para mais duas votações.</p>
<p><strong>Direito inviolável à propriedade</strong></p>
<p>Por mais que a proporção de empregadores que utilizam trabalho escravo contemporâneo seja pequena diante do universo de produtores rurais, como já detalhado acima, e tendo em vista o número reduzido de condenações por esse crime nas Justiças Estadual ou Federal, há representantes políticos contrários à PEC. Pois, para eles, o que está em jogo é a propriedade da terra, considerada inviolável por parte dos seus representados – os proprietários rurais. A sua manutenção e concentração é condição fundamental pois, além de ser capital, é o local onde se acumula mais capital através do trabalho. Dessa forma, a PEC 438/2001 é vista (através de uma análise muito simplista) como um risco à existência da própria classe ruralista e, portanto, lutar contra a sua aprovação é fundamental. Isso coloca lado a lado empresários que atuam dentro da lei e os que cometem crimes, os que pagam impostos e os que os sonegam, os que cumprem contratos de trabalho e aqueles que nem os têm. Os que atuam dentro das regras do mercado e os que preferem a anomia.</p>
<p>Se analisarmos o Código Penal brasileiro, veremos que o direito à vida e a dignidade, na média, valem menos que o direito à propriedade. Em março de 2009, Caiado deixou isso muito claro em uma entrevista à imprensa: “Podemos até decretar prisão perpétua nesses casos, mas não podemos colocar em risco o direito de propriedade”. A mesma idéia foi repetido nesta quarta, pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP): “Se eu, na minha propriedade, matar alguém, tenho direito a defesa. Se tiver bom advogado, não vou nem preso. Mas se der a um funcionário um trabalho que será visto como trabalho escravo, minha esposa e meus herdeiros vão ficar sem um imóvel. É uma penalidade muito maior do que tirar a vida de alguém. A espinha dorsal da Constituição brasileira é o direito à propriedade”, afirmou o deputado, considerando um “crime” a apreciação da PEC.</p>
<p>Só assim, no campo simbólico, é que se pode compreender a importância do trâmite dessa proposta por ambos os lados da questão. Pois, na prática, a aplicação da lei encontraria várias dificuldades nos tribunais, sendo menos ampla do que desejam as entidades que atuam no combate ao trabalho escravo. É uma batalha entre a civilização e a barbárie.</p>
<p>Por fim, uma sugestão: o sentimento de medo entre ruralistas pode desaparecer se for revogada a Lei Áurea. Acho que seria um pequeno esforço da nação para reduzir a insegurança jurídica no campo.</p>
<p><em>Com informações de Daniel Santini, da Repórter Brasil. </em></p>
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		<title>Redução da zona de amortecimento para plantio de transgênicos ameaça Parque Nacional do Iguaçu/PR</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 01:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O debate sobre a redução da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, foi tema de reportagem veiculada no último domingo (6) pelo Globo Rural. Fugindo ao seu padrão editorial de garantir informação ampla sobre os fatos apresentados, em quase 5 minutos de reportagem, o programa trouxe uma defesa explícita da permissão do plantio de milho transgênico na zona de amortecimento do Parque, observada no texto narrado pela repórter, na estrutura da matéria e na escolha da maior parte de fontes a favor da redução.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/semente.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7310" title="semente" src="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2012/05/semente.jpg" alt="semente" width="120" height="120" /></a>Reportagem do Globo Rural transmitida no último domingo (6) omite informações referentes ao tema</em>.</p>
<p>O debate sobre a redução da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, foi tema de <a href="http://g1.globo.com/economia/globo-rural/videos/t/edicoes/v/agricultores-pedem-liberacao-de-milho-transgenico-em-area-reservada/1933994/" target="_blank">reportagem veiculada no último domingo (6) pelo Globo Rural</a>. Fugindo ao seu padrão editorial de garantir informação ampla sobre os fatos apresentados, em quase 5 minutos de reportagem, o programa trouxe uma defesa explícita da permissão do plantio de milho transgênico na zona de amortecimento do Parque, observada no texto narrado pela repórter, na estrutura da matéria e na escolha da maior parte de fontes a favor da redução. Informações acerca das conseqüências negativas trazidas pela redução da zona de amortecimento foram omitidas e até mesmo distorcidas na reportagem.</p>
<p>A reportagem afirma que cerca de 30 entidades assinaram o pedido de redução da zona de amortecimento, mas deixou de mencionar o fato de que, em março de 2011, mais de 50 organizações de todo o Brasil, várias delas de agricultores, encaminharam <a href="http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2011/03/PARNA-IGUA%C3%87U-final-1.pdf" target="_blank">ofício</a> ao Ministério do Meio Ambiente e à Presidência da República, afirmando a ilegalidade do plantio de transgênicos na área.</p>
<p>Também não foi abordada a importância da restrição ao plantio de milho e outras sementes transgênicas nas zonas de amortecimento das Unidades de Conservação para a manutenção de áreas livres de transgênicos e agrotóxicos. Esses são espaços de resistência onde agricultores e agricultoras têm a possibilidade de cultivar sementes crioulas, orgânicas ou convencionais, sem a ameaça da contaminação por transgênicos.</p>
<p>A relação direta entre o plantio de sementes transgênicas e o uso de agrotóxicos foi omitida na reportagem. Atualmente a maioria das sementes transgênicas é produzida para a utilização casada com venenos. Dos 19 tipos de milhos transgênicos aprovados, 11 dependem da aplicação de venenos para produzir. Outro dado alarmante é o aumento do uso de agrotóxicos a partir da permissão do plantio de transgênicos no Brasil: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária &#8211; Anvisa aumentou 50 vezes o limite máximo de resíduo de glifosato após a liberação da soja transgênica Roundup Ready. No caso do milho saltou de 0,1 para 10 mg/kg, 10 vezes o limite máximo permitido.</p>
<p>O uso de agrotóxicos já tem colocado a biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu em risco. A maioria das nascentes de rios está fora da área do Parque, no raio da Zona de Amortecimento, e estão sendo contaminados com plantio ilegal de soja transgênica e o consequente uso de agrotóxico a 500 metros do Parque.</p>
<p>Ao contrário do que afirmou a reportagem do Globo Rural, o plantio de soja transgênica a 500 metros do parque não é permitido. O decreto nº 5950/06 da Presidência da República permite o plantio de soja geneticamente modificada apenas no entorno de Unidades de Conservação que não possuem zona de amortecimento estabelecida em plano de manejo. No caso do Parque Iguaçu, há plano de manejo e zona de amortecimento estabelecida em 10 km, portanto, o plantio de soja transgênica da região é ilegal.</p>
<p>Em 2006, a empresa transnacional de sementes Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, foi multada em 1 milhão reais pelo IBAMA por plantar soja transgênica para fins de pesquisa na área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu.</p>
<p><strong>Caso das Unidades de Conservação do RS</strong></p>
<p>O debate acerca da proteção das Zonas de Amortecimento do plantio de transgênicos não é exclusivo do Paraná. Em março desse ano, uma sentença da Vara Federal Ambiental de Porto Alegre decidiu que os limites do plantio e cultivo de sementes transgênicas deverão respeitar as regras de licenciamento ambiental assim como a distância de 10 quilômetros nas regiões circundantes às Unidades de Conservação situadas no Rio Grande do Sul que ainda não tenham zona de amortecimento determinada em plano de manejo.</p>
<p>Este limite respeita o <a href="http://www.parobe.rs.gov.br/ambiente/docs/la/Lei11.520%20codigo%20estadual%20meio%20ambiente.pdf" target="_blank">Código Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul – Lei nº 11.520/2000</a>. A partir dessa sentença, o artigo 1º do Decreto n.º 5.950/2006 que estabelece distâncias de 500, 800 e 5 mil metros para plantio de soja e algodão transgênicos no entorno das Unidades de Conservação, fica anulado em todo o Rio Grande do Sul.</p>
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