O Ministério Público denunciou ontem (10), oito trabalhadores da Via Campesina e pediu a prisão preventiva de outros dois, pelo ataque de uma milícia armada contra o acampamento, no dia 21 de outubro
Matéria apresentada durante Coletiva de Imprensa do MST - Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem TerraValmir Mota, o Keno, militante da Via Campesina, foi executado a queima roupa com um tiro no peito
De acordo com o Poder Judiciário, como o Parque Nacional do Iguaçú possui plano de manejo, que define a zona de amortecimento em 10 km, a empresa não poderá a voltar a desenvolver pesquisas com soja transgênica na área.
A Anistia Internacional, organização de defesa dos direitos humanos, lançou um apelo pedindo providências dos órgãos competentes pela morte do dirigente do MST (Movimento Sem Terra), Valmir Mota de Oliveira.
O ato será, às 14h, desta quarta-feira (21), no campo de experimentos da transnacional, local do ataque e assassinato, no município de Santa Teresa do Oeste.
No dia 21 de outubro, dirigente do MST e da Via Campesina Brasil, Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno, foi assassinado durante a ocupação da propriedade em que a multinacional mantém experimentos com plantas transgênicas.
O Ministério Público havia pedido a prisão preventiva dos pistoleiros, por entender que a medida era essencial ao esclarecimento dos fatos.
O movimento social do Paraná responsabiliza a multinacional Syngenta, a Sociedade Rural da Região Oeste (SRO) e o Movimento dos Produtores Rurais (MPR) da região pela execução Valmir Mota e pelo terror que vem espalhando na região
Os trabalhadores prestarão homenagem a memória do militante, a sua luta pela Reforma Agrária, e contra a truculência do agronegócio e das transnacionais.
Hoje a tarde, organizações de Direitos Humanos e movimentos sociais solicitarão das autoridades maior rigor nas investigações sobre a responsabilidade da Syngenta, da Sociedade Rural do Oeste do Paraná e da NF Segurança e sua participação no ataque