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Nota sobre a prisão dos suspeitos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes


Em comunicado, a Terra de Direitos e Justiça Global se manifestam sobre a urgência de resposta do Estado brasileiro sobre os mandantes da execução da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes

 

Na madrugada desta terça-feira (12), uma força tarefa nomeada de "Operação Buraco do Lume" e composta por policiais da Divisão de Homícidios da Polícia Civil do Rio e por promotores do Ministério Público prenderam o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. Segundo o operativo, eles são responsáveis pela execução da vereadora e defensora de direitos humanos Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes.

Em nota divulgada logo após o anúncio das prisões  as organizações sociais Terra de Direitos e Justiça Global manifestam que "essas prisões são um passo decisivo na investigação e resolução do caso, que ainda não fica totalmente resolvido", aponta um trecho. O documento destaca que o Estado deve responder "quem mandou matar Marielle e Anderson? Quais os interesses políticos que estão por traz desses assassinatos?", diz outro trecho.

"Seguiremos cobrando as autoridades a responsabilização célere de todos os envolvidos neste caso emblemático para que possamos garantir justiça para Marielle e Anderson e para construirmos um país em que crimes contra defensores de direitos humanos sejam combatidos", afirmam as organizações.

Há poucos dias, no dia 01 de março, a Terra de Direitos, Justiça Global e Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), com apoio de organizações internacionais, denunciaram múltiplas violências sofridas por mulheres do campo, floresta e da cidade que defendem os direitos humanos. A atividade destacou as violências das mulheres quilombolas e a morosidade do Estado brasileiro em responder sobre os envolvidos na exução de Marielle. Saiba mais. 

Veja abaixo a íntegra da nota.

Nota sobre a Prisão dos suspeitos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Recebemos essa manhã a notícia pelos meios de comunicação de que uma força tarefa da Polícia Militar e o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro realizaram as prisões de dois suspeitos de serem os executores do assassinato da vereadora e defensora dos direitos humanos, Marielle Franco, e de seu motorista, Anderson Gomes.

Essas prisões são um passo decisivo na investigação e resolução do caso, que ainda não fica totalmente resolvido. Precisamos seguir fazendo as perguntas de quem mandou matar Marielle e Anderson? Quais os interesses políticos que estão por traz desses assassinatos? 

Seguiremos cobrando as autoridades a responsabilização célere de todos os envolvidos neste caso emblemático para que possamos garantir justiça para Marielle e Anderson e para construirmos um país em que crimes contra defensores de direitos humanos sejam combatidos, rompendo um histórico de impunidade que marca crimes dessa natureza . E que também se crie um ambiente favorável à luta por direitos humanos no país.

12 de março de 2019

Justiça Global e Terra de Direitos

 



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