Comunidades do Pará discutem impactos do Complexo Tapajós

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Dias 11, 12 e 13 de novembro, povos e comunidades impactados pelas obras do Complexo Tapajós participarão do “Seminário em Defesa da Vida da floresta e dos povos do Rio Tapajós”, organizado pela CPT, Pastoral da Juventude, Pastorais Sociais e movimentos sociais, e apoiado pela Terra de Direitos e pelo MAB. O seminário irá acontecer em Itaituba, município onde se localizará a maior usina do Complexo, com mobilização das comunidades de toda a região, como Aveiro, Trairão e Jacareacanga.

A proposta é que todas as comunidades exponham casos e denúncias relacionadas as atividades que as empresas de pesquisa estão fazendo sobre o Complexo Tapajós e também em relação às PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). Com essas informações, será elaborado após o evento um relatório de denúncias que possa ser encaminhado ao MPF, MPE e órgãos públicos.

Sobre o Complexo:

O chamado Complexo Hidrelétrico Tapajós é um conjunto de cinco grandes hidrelétricas previstas para a bacia do rio Tapajós, sendo uma das frentes de trabalho do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) na Amazônia. O conjunto das hidrelétricas deverá inundar mais de 200.000 hectares envolvendo unidades de conservação, terras indígenas, comunidades ribeirinhas, áreas de colonização e terras públicas em processo de regularização fundiária.

Programação do evento:

11 de novembro:

Noite: Chegada dos participantes e troca de informações

12 de novembro:

Manhã: Marcha pela cidade de Itaituba em defesa da vida da floresta e dos povos do Rio Tapajós.

Tarde: mesa de debate:

- Análise de conjuntura – modelo energético e a construção de barragens para essa região – significado e consequências.

- Fila do povo: Apresentação de denúncias pelas comunidades.

13 de novembro:

Manhã: Encaminhamentos das denúncias e estratégias para possíveis soluções.

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Linhas de atuação: Terra, território e equidade sócio-espacial