Ufopa | Estudantes da Ufopa apoiam demarcação de terra indígena

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Fonte: Universidade Federal do Oeste do Pará
Por Tatiana Castro

Estudantes indígenas e não-indígenas da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), diferentes representações do movimento social e Ministério Público Federal saíram em caravana pelos rios Tapajós e Arapiuns, no último fim de semana, em apoio à demarcação da Terra Indígena Maró.

O ponto final da viagem foi a aldeia da Cachoeira do Maró. Na ocasião, os estudantes presentes tiveram a oportunidade de compreender o impacto do agronegócio na Amazônia e conhecer alguns direitos territoriais indígenas. A experiência rompeu com o espaço da sala de aula e ajudou a construir novos conhecimentos que interferem no pensar e no fazer a Universidade por parte desses estudantes. Paulo Sérgio, aluno de Licenciatura Integrada em História e Geografia da Ufopa, afirmou que “a presença acadêmica, seja através de pesquisa ou extensão, nos diferentes âmbitos é muito importante, pois só assim podemos nos aproximar de uma realidade pouco conhecida. Eu estou aqui em solidariedade com a TI Maró e é importante lembrar que a luta dos alunos indígenas é uma luta de toda a Universidade”.

Poró Borari, nativo da aldeia Novo Lugar e coordenador do Diretório Acadêmico Indígena da Ufopa, reforçou a importância dessa mobilização que parte da Universidade e de outras esferas da Sociedade. “A nossa luta está sendo reconhecida nacional e internacionalmente. Hoje, precisamos do apoio de todos vocês. Temos orgulho da nossa história e sabemos muito bem quem somos. Somos Terra indígena Maró”, disse.

Entenda o caso: Em dezembro de 2014, a Justiça Federal de Santarém declarou inexistentes as etnias Borari e Arapium e determinou que Fundação Nacional do Índio (FUNAI) anulasse o procedimento administrativo da Terra Indígena Maró. Diante da sentença, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) emitiu parecer contestando as informações contidas no documento, e o Ministério Público Federal, verificando alguns equívocos antropológicos e jurídicos, recorreu pedindo a reforma total da sentença. A vara federal de Santarém recebeu o recurso interposto pelo MPF com efeito suspensivo, o que na prática garante a delimitação da Terra Indígena Maró e o usufruto exclusivo dos recursos naturais lá existentes aos povos Borari e Arapiuns.

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