Cartilha Justiça por Antonio Tavares: o direito de lutar pela terra e por reforma agrária
Em maio de 2000, no episódio que ficou conhecido como o “Massacre da BR-277”, o camponês Antonio Tavares Pereira foi assassinado e mais de 200 trabalhadores e trabalhadoras rurais foram feridos pela intensa violência da Polícia Militar do Paraná. A PM, a mando do governo do estado, buscava impedir que houvesse uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na capital. Desde então, a luta contra a impunidade pelas violações e por justiça tomou proporções dentro e fora do Brasil.
Compreendido pelo MST como “um dos momentos mais emblemáticos do processo de violência e de criminalização da luta pela terra”, o massacre evidencia o alinhamento entre o latifúndio, o governo e o Judiciário na violação sistemática de direitos, em especial dos camponeses. Mas a luta por justiça – e a responsabilização dos envolvidos no massacre – também traz grandes aprendizados para toda pessoa que defende direitos humanos no país.
Aqui trazemos um breve resgate dos fatos relacionados ao massacre e à busca por justiça e contamos o que diz a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou em 2024 o Estado brasileiro no caso. Por fim, abordamos a recente criminalização da luta popular e as violações que demonstram que o país ainda tem um longo caminho a percorrer para a garantia de direitos.
Fizemos este material para que a memória das lutas seja preservada, sirva como inspiração para as atuais e futuras trincheiras e que sejam adotadas medidas de não repetição. Esperamos que o material possa fortalecer a luta de trabalhadoras e trabalhadores Sem Terra e defensoras e defensores de direitos humanos na reivindicação e defesa dos direitos, especialmente o direito à terra, de manifestação e de lutar por direitos.
Justiça por Antonio Tavares: o direito de lutar pela terra e por reforma agrária
Realização: Terra de Direitos e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Elaboração dos textos: Giovanna Menezes, Lizely Borges e Daisy Ribeiro
Colaboração: Ednubia Ghisi, Gisele David e Darci Frigo
Revisão: Silmara Krainer Vitta
Diagramação: Sintática Comunicação
Ações: Defensores e Defensoras de Direitos Humanos
Casos Emblemáticos: Antonio Tavares
Eixos: Terra, território e justiça espacial
Tags: Antonio Tavares,direitos humanos,Corte Interamericana,Sem Terra


