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Especial Sou Mulher e Luto Por | Erci Ezelda Alves e Eliad Gisele Alves


As irmãs quilombolas Erci Ezelda Alves e Eliad Gisele Alves lutam por um coisa que parece bastante simples, mas que a realidade torna complexa: a liberdade de viver no território delas. Elas moram no Quilombo Raíz, em meio à Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, e estão em meio a uma grande disputa territorial contra o monocultivo de eucalipto. A plantação dessa árvore ameaça a permanência delas no território e também ameaçam a prática tradicional que garante o sustento de muitas famílias. Elas são apanhadoras de flores sempre-vivas. 

O monocultivo de eucalipto e também o avanço de outras atividades do agronegócio impactam a relação das famílias da comunidade com o território. Elas não podem acessar alguns lugares para realizar a panha das flores, assim como já sentem a diminuição dos recursos hídricos ocasionados pelo plantio da árvore.

“A gente quer liberdade no nosso território para fazer nossa casa, criar os nossos filhos, tirar o nosso sustento. Queremos ter o direito de ir e vir no território com liberdade, sem ter ninguém nos vigiando”, explica Erci.

Enquanto mulheres, a luta das apanhadoras de flores é constante. “Desde que gente nasce é uma luta pra conquistar nossos espaços. Queremos os nossos direitos e espaços como mãe e como trabalhadoras rurais”, destaca Eliad.

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Ações: Defensores e Defensoras de Direitos Humanos