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Sindicatos de Santarém manifestam-se sobre operação “Madeira Limpa”


Imagem: Federação Nacional dos Policiais Federais

Após divulgação de operação da Policia Federal de Santarém/PA, que investiga a ação de uma quadrilha de comércio ilegal de madeira, sindicatos manifestam publicamente seu apoio às investigações.

O caso vem atraindo atenção por ter entre os envolvidos o superintendente regional do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Santarém, Luiz Bacelar Guerreiro Júnior.

O esquema que resultou na prisão de Bacelar envolvia a documentação irregular de áreas que serviam para a liberação de créditos florestais. Moradores de assentamentos do Oeste do Pará eram coagidos a aceitarem a exploração ilegal da madeira em troca de direitos básicos, como acesso a crédito e programas sociais.

Movimentos sociais e populares já haviam demonstrado o descontentamento com o trabalho realizado por Bacelar. Em maio deste ano, durante visita da presidenta do Incra a Santarém, representantes do Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais (STTR) e da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém reivindicaram  à Maria Lúcia Falcón a substituição do superintendente.

Segundo Manoel Edivaldo Peixe, presidente do STTR da cidade, a reivindicação para a substituição do cargo se deu em razão da falta de articulação e falta de priorização do superintendente com a regularização fundiária na região, onde se encontram projetos de assentamentos parados.

Carta Aberta

Em apoio à operação da PF, o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Pará e o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários em Santarém elaboraram uma carta aberta. No documento, também apontam não concordarem com as irregularidades cometidas por pessoas que ocupam cargos para aquilo que consideram interesses pessoais.

“Tornamos claro para a sociedade e para o público do programa de reforma agrária que a maioria dos servidores da casa não compactua com as irregularidades e crimes cometidos por uma minoria alçada às chefias da Superintendência por indicações político-partidárias, que com seus cargos usaram a instituição para proveito próprio, e que conforme o próprio MPF, transformaram o Incra da região num verdadeiro balcão de negócios para atender seus interesses particulares”, indica o documento.

>> Leia a carta completa aqui

 



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