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Filme sobre a experiência de protocolos de consulta no Tapajós será exibido em Instituto na Holanda


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Enquanto a Amazônia registra alta nos índices de desmatamento, uma série de megaprojetos ameaça impactar a vida das populações localizadas próximas ao rio Tapajós. Para resistir contra isso e exigir a efetivação de seus direitos, povos da região tem se organizado para garantir que sejam consultados antes da realização de qualquer obra. A experiência de alguns desses grupos está registrada no documentário ‘Protocolos de Consulta no Tapajós: experiências ribeirinhas e quilombolas’, que será exibido no próximo dia 22 de novembro no Instituto Internacional de Estudos Sociais da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda. A exibição que acontece às 18h30 do horário local foi organizada pelo professor associado Dr. Lee Pegler, e transmitirá também o filme Manã Bai: a história de meu pai, de ​Yube Hanuikuin. Os filmes foram selecionados pela cineastra brasileira Marisa Aragão. A atividade é gratuita e aberta ao público.

Com 20 minutos, o documentário 'Protocolos de consulta no Tapajós' retrata como ribeirinhas e quilombolas se organizaram para garantir que a determinação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho fosse respeitada. Esse tratado internacional – ratificado pelo Brasil em 2002 – estabelece que indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais sejam consultados caso haja a previsão de medidas ou projetos que impactarão seus territórios ou seus modos de vida.

Ameaçadas com a possibilidade de construção de terminais portuários próximos a seus territórios nas cidades de Trairão e Santarém, no Pará, as comunidades ribeirinhas e quilombolas decidiram se organizar para construir Protocolos de Consulta, um documento onde indicam a forma com que deveriam ser consultados para garantir que o processo de consulta determinado na Convenção 169 da OIT fosse efetivo.

O documentário foi produzido pela Terra de Direitos em parceria com a Comissão Pastoral da Terra, o Movimento dos Atingidos por Barragens, a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS) e Misereor.

Essa é a segunda vez que o filme é exibido na Holanda. O material também foi apresentado no dia 6 de outubro na mostra de filmes Screening Brazil, em Amsterdã.

Saiba mais sobre a exibição aqui

:: Assista o documentário.

 



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